Parnaso

O Exército do Diabo

Janer Cristaldo, articulista do Mídia sem Máscara, tem sido alertado até pelo próprio Olavo de Carvalho quanto à sandice de seus últimos textos sobre religião. Ocorre que Cristaldo ainda está entusiasmado por ter, lá pelos confins de sua puberdade, rompido com a religiosidade que o circundava. Esbravejou um corajoso não às freirinhas do colégio. Esse conflito tipicamente juvenil está longe de ser incomum e já serviu de mote para alguns bons romances, com a ressalva de que todos eles retrataram-no quando de sua origem. O Portrait of the Artist as a Young Man já se revela pelo título: que ridículo não seria se, em vez do rapazote Dedalus, surgisse a figura de um ancião rememorando e exaltando as rebeldias de um passado longínquo? Certas verdades só servem para quem as descobriu.

Em um de seus últimos delírios, Cristaldo pretende mostrar que comunistas não são ateus. Argumenta que apenas trocaram o deus cristão pela História, pelo marxismo ou por qualquer outra baboseira análoga. Aí está, recém-saída do forno, fruto de uma ligeira e quase imperceptível troca, uma nova religião: formalmente comparável à cristã, apesar de sua gênese não passar de um exercício de terminologia. Cristaldo cita Camus e Kazantzakis como prova cabal de que o que houve na União Soviética foi realmente culto religioso. O que realmente surpreende, tanto nos comunistas como em Cristaldo, é a facilidade com que se desvencilham desse estorvo chamado cristianismo, como se fosse um par de sapatos passível de troca a depender da conveniência.

Numa tentativa meio desesperada de livrar a cara dos ateus, Cristaldo acaba fazendo pior: transfere boa parte da culpa aos cristãos. Sigamos sua lógica: se os comunistas, logo eles, engendraram um modelo de adoração perfeitamente semelhante ao cristão, algo de podre e condenável deve haver nesse modelo. E vai além:

Par contre, pergunte-se a qualquer um dos políticos que se beneficiaram de mensalões, propinas, esquema de sanguessugas, caixa 2, nepotismo, tráfico de influência ou tráfico de drogas, se ele acredita em Deus. Todos eles dirão que sim, pois não há no Brasil político que não acredite em Deus.

Seria o caso de perguntar: e daí? Na esperança de mostrar que nem todo ateu é moralmente desleixado, chega à obviedade, conhecida por qualquer torneiro mecânico, de que nem todo cristão é exatamente o supra-sumo da moralidade. Aprendemos do trecho abaixo, do conto a Igreja do Diabo de Machado de Assis, que há muitos modos de afirmar; a negação, porém, seja ela direta ou através da divinização de um embuste, é única:

Vá, pois, uma igreja, concluiu ele [o Diabo]. Escritura contra Escritura, breviário contra breviário. Terei a minha missa, com vinho e pão à farta, as minhas prédicas, bulas, novenas e todo o demais aparelho eclesiástico. O meu credo será o núcleo universal dos espíritos, a minha igreja uma tenda de Abraão. E depois, enquanto as outras religiões se combatem e se dividem, a minha igreja será única; não acharei diante de mim, nem Maomé, nem Lutero. Há muitos modos de afirmar; há só um de negar tudo.

Leiam o texto do Cristaldo aqui.

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O Problema da Indução

O Princípio da Indução Finita (PIF) é um artifício comumente empregado quando se quer demonstrar um resultado previamente conhecido. É um procedimento que, mesmo restrito à matemática, causa certa estranheza aos não-iniciados. Prova-se uma propriedade por indução quando essa propriedade é válida para o caso inicial (n = 1) e quando a suposição de que é também válida para um caso genérico (n = k) nos leva à validade do caso seguinte (n = k + 1). Se k = 1, a validade do primeiro caso (que é verificável ou dado) nos leva à validade do segundo. A partir do segundo chegamos ao terceiro, e assim por diante. Exemplo: quer-se mostrar por indução a seguinte identidade: ln(an) = n . ln(a).

(i) A identidade é verdadeira para n = 1 pois está claro que ln(a1) = ln(a) = 1 . ln(a).

(ii) Suponhamos que ela é verdadeira para n = k, isto é: ln(ak) = k . ln(a).

(iii) Vejamos o que acontece com o caso seguinte, partindo do lado esquerdo da igualdade: ln(ak+1) = ln(ak . a) = ln(ak) + ln(a) = k . ln(a) + 1 . ln(a) = (k + 1) . ln(a).

Usamos apenas a propriedade do produto de logaritmandos [ ln(a . b) = ln(a) + ln(b) ] e a suposição enunciada em (ii). Chega-se, assim, à conclusão de que a identidade é válida para qualquer n. Até aqui, tudo muito simples e intuitivo. Começam a surgir problemas quando se quer estender essa noção indutiva à filosofia. A conexão parece óbvia: se a força gravitacional funcionou hoje, ontem e sempre, funcionará também amanhã. Ocorre que esse raciocínio não resiste nem à análise puramente matemática da coisa. Provemos, por indução, que a gravidade funcionará amanhã. O caso inicial é verdadeiro, já que percebo claramente que ela está a funcionar hoje. Suponhamos o mesmo para um dia genérico k. O que me permite concluir que ela estará intacta no dia k + 1? Nada. Quando muito, a probabilidade, mas nesse caso já teríamos deixado há muito o campo rigoroso da demonstração analítica.

O tratamento que Karl Popper dá à idéia de ciência reflete exatamente essa rejeição ao inducionismo. Só poderá ser ciência aquilo que admitir sua própria falibilidade. Não deixa de ser curioso que a mente científica, indissoluvelmente associada à busca da verdade, seja assim pautada pela possibilidade mesma da ausência de verdade; pelo engano, pela ‘mentira’. Nesse sentido, a física corpuscular de Newton é genuinamente científica porque resguardou a possibilidade de sua própria ‘destuição’: enunciou arbitrariamente coisas que mais tarde se revelariam falsas ou apenas parcialmente verdadeiras. A contribuição de Einstein não é menos científica: parte do pressuposto, questionabilíssimo, de que a velocidade da luz independe do referencial tomado, além de valer, no máximo, aproximadamente 3.108 m/s. Toda a Relatividade está construída em cima disso.

Essa confusão entre inducionismo e ciência pode levar a erros constrangedores. O comentário que Gustavo Corção faz sobre uma tese de Euryalo Cannabrava é bem ilustrativo:

Um curioso exemplo da falta de precisão científica em que incide certa espécie de filosofia cientificista, pode ser colhido na página setenta e quatro da tese que o Sr. Euryalo Cannabrava apresentou no seu concurso. Depois de muitas considerações tortuosas sobre a diferença que existe entre a linguagem científica e a linguagem poética, diz ele o seguinte:

“Cabe aqui perguntar se a frase “L’Amore que muove il sole e l’altre stelle” poderá ser considerada uma proposição. A fim de responder a essa pergunta, é necessário resolver preliminarmente se o seu enunciado será falso ou verdadeiro. Sob o ponto de vista da linguagem científica “L’Amore que muove il sole e l’altre stelle” se considera falso. o que move o sol e as estrelas não é o amor, mas o que está expresso na lei de Kepler, de acordo com a qual os astros descrevem, na sua órbita, uma elipse de que o sol ocupa um dos focos.”

Diz o autor que não é o amor que move o sol e as estrelas, é o que está expresso na lei de Kepler. Ora, essa proposição, apesar das aparência, é muito menos científica do que o verso de Dante. Essa proposição é falsa. As leis de Kepler exprimem apenas como se movem os astros e não o que os move. Quando o grande astrônomo enuncia que os planetas descrevem elipses em que os quadrados dos tempos de revolução são proporcionais aos cubos dos eixos maiores, a causa eficiente, aquilo que move, não entra de modo algum em seu enunciado. E basta esse pequeno detalhe para me autorizar a dizer que a frase “o que move o sol e as estrelas é o que está expresso na lei de Kepler…” seria admissível na boca de um desprevenido bombeiro hidráulico que acabasse de ler o último número de Seleções, mas é imperdoável na tese de um candidato à cátedra de filosofia. Essa frase revela um irrecuperável escript de lourdeur, uma absoluta ausência de precisão cientifica, e sobretudo uma total incapacidade filosófica.

Se o autor daquela frase tivesse dito “leis de Newton” em lugar de leis de Kepler, o erro de sua proposição seria menos aparente, porque aquelas leis, embora ainda sejam expressões de modalidade, incluem uma referência à causa próxima da interação dos corpos celestes. Os corpos se atraem na proporção direta das massas e na inversa do quadrado das distâncias. Cinqüenta anos depois do grande Kepler, o imenso Newton virá dar maior unidade à mecânica celeste. Mas ainda não se pode dizer com propriedade que o que move o sol e as estrelas é o que está expresso na equação de Newton. A gravitação universal é um fato físico, e a lei de Newton descreve como agem os corpos dentro dessa realidade física que em si mesma é distinta dos símbolos matemáticos. A realidade das causas mais profundas que movem os astros escapa ao tratamento matemático e pertence ao domínio propriamente filosófico pelo qual o Sr. Cannabrava nutre tamanha aversão. Posso convir que uma pessoa seja agnóstica e que leve seu positivismo até o ponto de se desinteressar pelas causas profundas. Neste caso, porém, deve dizer: eu não sei o que é que move os astros, só sei que eles se movem assim…

As ‘leis’ de Kepler, louváveis como são, representam um exercício de simples inducionismo: um exercício de encontrar um modelo que esteja de acordo com as observações experimentais, ainda que não se tenha idéia da causa física por trás do modelo. A descrição de Newton vai além porque insere elementos fisicamente palpáveis (massa, distância), e é nesse sentido que se pode dizer que as leis de Newton ‘demonstram’ as leis de Kepler. Mas, se as leis de Kepler são realmente leis, por que precisam de demonstração? O termo é evidentemente inadequado para o caso de Kepler, mas não é tão simples perceber que tampouco serve para o de Newton. Culpem o inducionismo.

Arquivado em:Filosofia, Matemática

Bola na Vidraça ou Comfortably Numb

Quem já leu Turma da Mônica lembrará as várias ocasiões em que Cascão & colegas, jogando futebol, quebraram a vidraça de alguém. Lembrarão também um particular que hoje se nos afigura chocante: ficavam todos aterrorizados com a espera de um castigo que certamente viria. A Turma da Mônica é o último baluarte da moralidade no Brasil: os culpados costumam ser punidos. Quando o Franjinha bola um plano mirabolante para conquistar a Marina, invariavelmente é descoberto. Quando o Cebolinha leva adiante algum plano infalível para derrotar a Mônica, inevitavelmente apanha. Lá tudo funciona. É a Elfland de Chesterton em quadrinhos.

Já o brasileiro comum teve sua capacidade de sentir medo ou indignação embotada. Quebram nossas vidraças, entram sem pedir licença para pegar a bola de volta e nem nos ocorre pedir alguma explicação. Se me pedissem para divisar um critério que, sozinho, fosse capaz de medir o nível de civilização de um país, seria esse: a inclinação que o cidadão médio tem para pedir licença. Quem não pede licença confessa um desdém inveterado pela propriedade privada. É por isso que o americano pede licença sempre que invade uma área contida num raio de 2 metros de distância de qualquer pessoa.

As exigências de ordem moral do brasileiro foram de tal maneira mitigadas que já se pode falar num estado de letargia permanente. O brasileiro, nada obstante a energia e a vivacidade aparentes, é um sonâmbulo, é um “homem cordial” sem educação. Pouco importa que o mundo desabe ao seu lado; o sonâmbulo desperta da modorra por alguns instantes apenas para murmurar algumas reclamações ininteligíveis e voltar ao confortável sono dos que não se importam.

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Alckmin?

Chegamos a um ponto em que votar em Alckmin já se tornou um imperativo moral. Fala-se muito da clivagem relativa às camadas sociais dos eleitores nessas eleições, mas o que vemos é uma reflexão do óbvio: quando o que se precisa para repudiar um candidato é uma quantidade ínfima de informação, não votarão nele aqueles que têm essa informação. Seria o caso de estranhar por que essa clivagem não é ainda mais acentuada: por que diabos ainda há gente que, ganhando mais de 10 salários mínimos, ainda não se decidiu a votar em Alckmin?

Há, claro está, os que se beneficiarão diretamente com a eleição de um outro candidato. Não me refiro a esses. Tampouco me refiro aos que sucumbiram ao mito Lula, o torneiro mecânico (tive a oportunidade de conversar com um técnico de torno, e fui informado de que acidentes nesse tipo de equipamento são impossíveis sem uma boa dose de negligência) que ascendeu aos céus. Esses não têm mais volta. Podemos mostrar-lhes as provas mais cabais e esses fanáticos continuarão irredutíveis; quando muito, interpretarão as provas como um embuste, uma conspiração para derrubar o metalúgirco-prodígio que, dessa forma, sair-se-á com uma aura ainda mais angélica e supernatural, mesmo sendo um inveterado troglodita. Não, não me refiro a esses: é perfeitamente compreensível que votem em Lula ou em qualquer outro que não Alckmin.

Há tambem os que, lendo uma ou outra manchete de jornal, se dizem decepcionados com o PT ou com Lula, resignando-se a votar em Heloísa Helena ou nulo. Mais uma vez, é possível compreendê-los. Certamente também haverá aqueles que acreditam com sinceridade nos méritos de Cristovam Buarque. Até aí nada de grotesco. Restam, porém, aqueles que apesar de não terem sucumbido ao mito, e apesar de não poderem contar com nenhum benefício direto com a eleição de qualquer candidato, e muito embora não sejam doidivanas a ponto de acreditar que alguém como Heloísa Helena seja necessariamente menos perigosa que Lula, e conquanto não queiram desperdiçar o voto num cachorro morto como o Buarque, ainda assim não votam em Alckmin. Fora dessas já mencionadas categorias, é logicamente indefensável não votar em Alckmin.

Existe sempre a ilusão do voto nulo. Cria-se a impressão de que o voto nulo isenta o eleitor de qualquer responsabilidade, ou que lhe serve como carta de protesto contra a situação que aí está. Ocorre que quem já tem mais de 12 anos (e isso inclui, alas, todos os votantes) intui facilmente que, nessas eleições, votar nulo significa votar Lula. Como explicar essa omissão em massa? Ora, não há como explicar, a menos que apelemos para fatalismos do tipo “o brasileiro é burro mesmo.” Reparem que, no post Alckmin?, nem sequer falei sobre Alckmin. E com razão: não há a menor necessidade.

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Iniciativa e Proatividade

O que seria de nós se não existissem os com-iniciativa? Não passa um dia sem que eu interrompa, por um ou dois minutos, meus afazeres, agradecendo mentalmente e com grande reverência o trabalho vertiginoso desses virtuosos. Provavelmente não está claro o que quero dizer com ‘com-iniciativa’: o sujeito com-iniciativa é aquele que, quando anunciam uma festinha qualquer, se disponibiliza, arfando e aos tropeços, para ajudar na organização. Aquele que, se há uma rifa, faz de tudo pra conseguir ajudar na vendagem dos bilhetes.

É claro que a mesquinhez dos exemplos citados é intencional, mas já dá pra ter uma idéia do que quero dizer. Hoje não se pode passar uma esquina sem ouvir algum suposto especialista esbravejando aos quatro ventos: ‘precisa-se de iniciativa e de proatividade. Flexibilidade também’. Quem precisa? ‘O mercado de trabalho’. Sinceramente espero que essa entidade mística e flutuante, o tal mercado de trabalho, já esteja abarrotada de gente com iniciativa. Será mais fácil manter a distância. E ainda assim agradeço-lhes a existência? Pois sim.

Imagino que seria particularmente difícil sobreviver sem que eles existissem; seria necessário divisar uma maneira alternativa para encontrar os vendedores de bilhetes. Sorteio ou algo do tipo. O certo é que representa esforço hercúleo tentar substituir essa gente; eles são infatigáveis, eles não páram, e eles adoram dizer que não páram. Eles estão sempre juntos: sentem uma necessidade inadiável de se reunir, de debater, de discutir o inominável e de descrever o inefável. Seria o caso de apelar para ferramentas psicanalíticas se eu tivesse competência para tanto. Penso logo em Estragon, personagem da peça Waiting for Godot de Samuel Beckett, aquele mesmo que enchia e esvaziava garrafas sucessivamente para passar o tempo. A diferença é que Estragon sabia que era inútil continuar, apesar de nunca lhe ter passado pela cabeça não continuar.

Falava eu da mania que eles têm de se reunir. Já se transformou em verdadeiro fetiche: reúnem-se para discutir os altíssimos desígnios que lhes foram incumbidos pela iniciativa e pela proatividade. Amiúde chegam à conclusão de que o mundo é verdadeiramente mau e de que é necessário transformá-lo dum só golpe, apesar de eu nunca ter testemunhado, por parte deles, a mais modesta tentativa de compreendê-lo. Não sei que maluco resolveu convencê-los de que têm autoridade ou capacidade para tanto. O certo é que, armados até os dentes com uma filantropia tão burra quanto engraçada, promovem um estrago que requintes de artificiosa deliberação talvez não igualassem.

Já me arrependi: melhor não agradecer.

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Cinema

Recentemente vi três filmes dignos de recomendação:

1. On the Waterfront (Elia Kazan, 1954)

Terry Malloy (Marlon Brando), depois de participar inadvertidamente de um assassinato, e com a ajuda de Father Barry (fazia tempo que eu não via um padre que não faz papel de safado), começa a se voltar contra os chefes corruptos da union de trabalhadores do porto. É claro que essa redenção também conta com a ajuda de Edie, a irmã do já referido morto. Pois bem, enquanto muitos filmes ganharam nome retratando a gradativa descida do homem aos infernos, esse mostra o caminho inverso: com a ajuda de um padre, santo Deus! Imperdível.

2. The Apartment (Billy Wilder, 1960)


É verdade o que sempre se diz a respeito desse filme: é bom como comédia, como drama, como romance; mas principalmente como comédia. Até a gripe do C. C. “Bud” Baxter (Jack Lemmon) consegue ser engraçada. Baxter costuma ceder seu apartamento para que figurões da seguradora em que trabalha possam faturar suas mistresses em paz. Em troca, claro está, de favores profissionais. Acaba se envolvendo com a ascensorista da agência, a lindíssima Fran Kubelik (Shirley MacLaine), que por sinal é amante de um de seus superiores e lhe aparece desmaiada em seu apartamento. Tagline: Movie-wise, there has never been anything like “The Apartment” – laugh-wise, love-wise, or otherwise-wise!

3. To Kill a Mockingbird (Robert Mulligan, 1962)


Não li o livro homônimo da Harper Lee (aquela mesmo, amiga do Truman Capote), apesar de tê-lo recebido como presente de Natal há uns anos. Acabei trocando. Mas é leitura obrigatória pra todo adolescente norte-americano. O livro/filme, ambientado no sul norte-americano, trata do advogado Atticus Finch (Gregory Peck) e sua malograda tentativa de inocentar o comprovadamente inocente e negro Tom Robinson (Brock Peters). Tudo isso a partir da perspectiva de Scout, filha de Finch, ainda pequena na época do julgamento. Dos três filmes aqui citados, é o mais fraco.

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Borges e Emma Zunz

Emma Zunz é, juntamente com Historia del Guerrero y de la Cautiva, o único conto não-fantástico do volume El Aleph. Rendeu uma versão do The Movies, que pode ser vista abaixo. Para entender o narrador é necessário um ouvido mais ou menos acostumado ao espanhol. As vozes, é claro, são bem engraçadas.

http://www.youtube.com/v/aBVpq60olLw

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Quote of the day

"All differences of opinion are at bottom theological." Cardinal Manning (1808 - 1892)
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