Parnaso

E o jantar?

Aproveito o momento amargo, de derrota, para declarar minha simpatia pelo tricolor paulista. Ontem, no Morumbi, tomei o cuidado de ficar o mais distante possível da(s) torcida(s) organizada(s). Fiz bem, mas ainda tive a oportunidade de verificar como o torcedor brasileiro é ingrato: os supostos heróis do início do jogo eram os mesmos ‘filhos da puta’ do final.

Enquanto os mais exaltados xingavam jogadores e familiares do juiz, as mulheres, percebendo que o jogo estava perdido, batiam fotos para os filhos e discutiam sobre o que teriam para o jantar. São más torcedoras, mas priorizam o que há de realmente importante nesta vida.

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Homens e mulheres tais como nasceram

Dia desses presenteei-me com dois livros da Jane Austen, Pride and Prejudice (pois é, nunca tinha lido) e Emma. Diferentemente dos últimos 5 ou 6 livros de ficção que tinha lido, dessa vez não me decepcionei. Jane Austen é a romancista predileta de Paul Johnson e recebeu elogios entusiásticos de Sir Walter Scott e Somerset Maugham, mas por muito tempo permaneci incrédulo. Antes que falem em machismo, a própria Austen explica o porquê, ao comentar, através de Emma, uma carta de Mr Martin: I can hardly imagine the young man whom I saw talking with you the other day could express himself so well, if left quite to his own powers, and yet it is not the style of a woman; no, certainly, it is too strong and concise; not diffuse enough for a woman.

Afora questões estilísticas, o alívio maior é perceber que homens e mulheres, interessantes ou não, aparecem nesses livros tais como nasceram e se criaram, não como subprodutos de uma construção ideológica. Os homens interessantes são interessantes como apenas homens poderiam ou tenderiam a ser: discretos, gentis, instruídos e corajosos. Idem para os desinteressantes: aduladores, insensíveis e deselegantes. Já as heroínas de Austen são perspicazes sem ser exageradamente atrevidas, e as figuras femininas que comandam nossa simpatia são atenciosas e singelas, quando não submissas. As que inspiram nosso descaso são, como não poderiam deixar de ser, frívolas e namoradeiras.

Deve causar certa estranheza que, apesar disso, os enredos de Austen sejam populares até hoje. Um dos motivos por que daqui a dez anos ninguém vai lembrar de Brokeback Mountain e As Horas e outros tantos filmes/livros recentes é que, neles, sempre que se quer destacar a importância de um sexo, diminui-se a do outro. Qualquer homem que se queira interessante num ambiente como o de As Horas deve ter características eminentemente femininas etc. Felizmente esse não é o tipo de homem que chamaria a atenção de Lizzy Bennet ou de Emma. Ou melhor, chamaria sim, apenas para ser justamente execrado.

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A Perversão Feminina

A mulher está sempre à procura de boas maneiras de esconder sua perversão. Isso faz sentido: a mulher tem todo o direito de ser pervertida, só não tem direito de deixar que os outros o percebam. É natural esperar que numa época de mau gosto generalizado os estratagemas mais comumente utilizados pelas mulheres também sejam de mau gosto.

Um dos mais batidos é o cinema. Nunca (OK, pelo menos não num futuro próximo) vai ser constrangedor dizer numa mesa de bar que tal ou qual filme de Woody Allen, Almodóvar ou Bertolucci é uma maravilha (por mais que o filme seja uma porcaria). Woddy Allen, reconhecendo a necessidade premente que a mulher tem de expressar sua perversão por canais socialmente aceitáveis, escreve roteiros em que a putaria rola solta e ainda posa de intelectual. Já perceberam que só mulheres e gays admiram Allen como escritor?

Por mais que os tempos se modernizem a mulher vai sempre resguardar uma distância de segurança em relação ao homem. A mulher só poderá declarar publicamente que aprecia filmes pornográficos quando o homem inventar algum divertimento ainda mais tosco. Isso parece injusto, mas imaginem a desgraça que adviria caso resolvessem mudar as regras: as únicas razões de ser da união heterossexual seriam anatômicas (elas sozinhas são determinantes, mas estão longe de ser as únicas).

Ontem vi uma atriz pornô sendo malhada no programa da Luciana Gimenez. Se até o programa da Luciana Gimenez ainda vê algo de censurável na pornografia (não que isso seja coerente com o conteúdo do resto do programa), o mundo não está perdido.

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Diálogos Razoáveis (5)

— Adoro ler.

— Tipo o quê?

— Tipo Chico Buarque, Raduan Nassar e Michel Foucault.

— Você também é pervertida?

— Não.

— Onde fica o banheiro?

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Nosso Machismo

Tenho o hábito de sair dizendo por aí, não sem certa dose de malícia, que sou um machista inveterado. Já me pediram pra tentar explicar em que consistiria esse machismo e eu o faria de muito bom grado se tivesse inteligência suficiente pra realizar uma síntese que abarcasse todos os pormenores da questão. Por enquanto, o máximo que posso fazer é indicar e comentar alguns textos com os quais concordo quase integralmente e que, se já dizem muito por si sós, deixam mais ainda sugerido, facilitando o meu serviço.

O primeiro deles é uma entrevista do Nelson Rodrigues. Confesso que já mandei essa entrevista a quase todas as meninas que conheço (se não mandei é porque esqueci), numa curiosidade meio mórbida de ver a reação de cada uma. A reação costuma ser violenta porque o Nelson era uma flor de sinceridade, e a linguagem é bem direta. Não achei o link na internet, então publiquei a transcrição aqui. O ponto crucial da entrevista nem se refere ao seu título — por que as mulheres gostam de apanhar –, mas ao seguinte trecho:

A mulher só é feliz, só se realiza, só existe como mulher, no amor. Eu até hoje, até hoje não encontrei, fora a moça aqui presente, não encontrei uma mulher da qual pudesse dizer “Eis uma inteligência”. Sem nenhum prejuízo para o seu mérito, a mulher é de uma inteligência muito escassa. Muito escassa porque a sua qualidade, a sua qualidade humana, se resolve, se decide noutro plano de vida. Ou melhor dizendo, se resolve através do sentimento.

Entendo perfeitamente que isso seja, pelo menos a princípio, difícil de engolir. Quando se diz que a mulher é mais desenvolvida no plano sentimental que no intelectual, tem-se logo a tentação de concluir que a mulher seria, digamos, burra, o que sabemos ser absurdo por experiência própria. O que existe aqui é uma divisão de interesses, uma inclinação inata e que quero crer universal (o que não significa inexorável): a mulher é menos dada a atividades puramente intelectuais não por incapacidade, mas por opção, por temperamento. O ‘intelectual’ da frase acima deve ser tomado em seu sentido mais estrito, especulativo, totalmente isolado do mundo dos homens e dos sentimentos. A mulher será tão mais feminina quanto mais fielmente seguir esse modelo. No ranking dos 100 melhores livros de não-ficção do século 20 da National Review (veja aqui), há, segundo a minha contagem, menos de 10 escritos por mulheres, sendo que todos eles, à exceção do The Origins of Totalitarianism da Hannah Arendt (Hannah Arendt é a única mulher do século 20 que teria autoridade de exigir para si o título de filósofo, mas, muito felizmente para a nossa linha de argumentação, ela fez questão de se declarar uma cientista política, jamais uma filósofa, por se concentrar no fato de que é o ‘homem, e não o Homem, que vive na Terra e habita este mundo’. De qualquer maneira trata-se de uma exceção.), destacam-se muito mais pelo ‘sentimento’ que pela acuidade estritamente intelectual. Exemplos clássicos: The Diary of a Young Girl, da Anne Frank, e Silent Spring, da Rachel Carson, que de resto só aparece na lista graças ao impacto midiático (e emocional) da questão ambiental.

O mais engraçado de tudo é que a entrevistadora, essa sim bem burrinha, confirma, a cada nova tentativa de imprimir laivos de sofisticação às perguntas, a observação do Nelson segundo a qual a mulher tende a imitar seu marido, seu pai ou seus autores favoritos (no caso, ao que tudo indica, Jung). É um exemplo antológico de humor involuntário. Desde quando eu tinha uns 8 anos, mais especificamente desde uma briguinha que tive com minha irmã, nutro a impressão de que a mulher em geral é incapaz de alcançar o verdadeiro senso de humor. Mas como pode isso, perguntarão, se é fato notório que mulheres também riem, contam piadas, eventualmente são bem divertidas etc.? Explico-me: assim como Platão acreditava ser o homem terrestre uma imitação do Homem ideal, e o ator, por imitar uma imitação (o homem terrestre), uma imitação de segunda ordem, assim acredito eu que o humor feminino é uma imitação do humor masculino, que por sua vez é imitação do Humor Divino, que não se explica. Obviamente fiquei bastante satisfeito quando li a entrevista do Rodrigues; havia finalmente encontrado uma explicação plausível pra algo que já trazia desde há muito em forma intuitiva apenas: a mulher não tem como se render aos prazeres do bom humor porque está obcecada com coisa muito mais importante, a saber, os sentimentos. E, quando falha nesse sentido, torna-se neurótica assim como alguém que percebe que falhou naquilo que é incontestavelmente sua verdadeira vocação.

Agora já é possível fazer uma crítica menos lúdica (em comparação com a do Fomos Enganados) à literatura da Clarice Lispector. Ninguém duvida que o que há de sentimento em sua forma mais crua nos livros de Lispector tenha sido genuinamente sentido, em algum momento, por ela mesma. O problema surge quando ele tenta intelectualizar (e ninguém mais que ela procura intelectualizar cada insignificância) o que deveria ter ficado implícito. O que resulta daí, e não poderia ser diferente, é uma confusão danada, a ponto de a coitada ser considerada hermética quando tudo que tem a dizer é de uma simpleza desconcertante. Naquele conto que aparece em todo livrinho didático de literatura, Amor, a narradora leva algumas páginas e muitos ovos quebrados pra dar uma idéia do sentimento de libertação da protagonista, um efeito a que Graciliano Ramos teria chegado em poucos parágrafos. A confusão é tão grande que dois dos escritores brasileiros mais explícitos e grosseiros, que lançam mão da simbologia mais simples e imediata (seria necessário recorrer ao naturalismo pra encontrar algo parecido), Clarice Lispector e João Guimarães Rosa, são até hoje considerados sutis e ‘difíceis’.

Pois bem. O segundo texto é o Modern Manhood (clique aqui pra ler), do filósofo inglês Roger Scruton (vide link ao lado), e diz respeito à posição da mulher na sociedade de hoje. Scruton se posiciona entre dois extremos, o determinismo biológico, segundo o qual homens e mulheres teriam suas diferenças intrínsecas herdadas geneticamente, e o indeterminismo feminista (que no final das contas, como veremos, é também um determinismo), segundo o qual a oposição dos genders não passa de uma construção cultural, uma espécie de ardil engendrado pelo macho malvado pra submeter a mulher à subserviência e que deve e pode ser superado. De cara impressiona a semelhança dessa argumentação feminista com a ‘filosofia dos oprimidos’, muito comum em países latino-americanos, que acredita ver em cada movimento estrangeiro, principalmente se norte-americano, um plano mirabolante de dominação eterna. Enquanto os sociobiólogos (proeminente entre eles o Edward Wilson, professor em Harvard e autor do Sociobiology, outro livro que não merecia estar na lista dos 100 melhores da NR) negam qualquer possibilidade de adaptação, a menos que seja uma adaptação genética, nas relações entre os sexos, o que praticamente reduz o homem à condição de besta que acerta com uma clava a cabeça da mulher para conquistá-la, as feministas advogam a anarquia total, defendendo logicamente (não a defendem na prática porque, por covardia, não levam suas próprias idéias a suas últimas consequências lógicas) a idéia de que o que me separa de uma moçoila qualquer não é muito mais que uma convenção social.

Eu dizia que o indeterminismo feminista é também um determinismo porque, se observamos bem, o que se consegue ao fim e ao cabo é uma mera troca de paradigmas, com a diferença de que o paradigma moderno é antinatural. Se por alguns momentos damos o braço a torcer e aceitamos a idéia de que a mulher sempre foi, séculos afora, deliberadamente oprimida pela figura masculina, o mínimo que se pode esperar de uma feminista é que reconheça que hoje ocorre o mesmo, só que com sinal trocado: a mulher é forçada a assumir uma posição que coincide com a que o homem costumava assumir. Se antes havia um gap deliberado, hoje haveria uma aproximação deliberada. O problema é que ninguém quer levar essa aproximação ao extremo e quando, pra efeitos puramente didáticos, sugerimos que isso seja feito, é comum responderem com um É óbvio que não devemos levar essa aproximação ao extremo, sendo que também não recebemos nenhuma indicativa de até que ponto ela deve ser levada:

The difference between traditional morality and modern feminism is that the first wishes to enhance and to humanize the difference between the sexes, while the second wishes to discount or even annihilate it. In that sense, feminism really is against nature.

Não vou tentar discutir aqui a origem desse feminismo (até porque o Scruton já faz isso), mas o que fica claro é que ele é de responsabilidade do homem também; talvez até principalmente dele. Toda relação que se queira duradoura entre seres humanos depende de um equilíbrio bem complicado, fundado em termos bem conhecidos ainda que indeclarados. Esse acordo, ou pacto, como queiram, perde toda sua razão de ser assim que uma das partes não se sente mais na obrigação de honrá-lo: que interesse teria a mulher em resguardar sua feminilidade se o homem já não é mais capaz de apreciá-la e vice-versa? Tudo que há de tipicamente feminino (fidelidade, candidez, responsabilidade etc.) ou masculino (coragem, força, honradez etc.) acaba perdendo valor precisamente porque realça as diferenças, e as diferenças, hoje, ofendem. Essa espécie de cooperação parte do pressuposto de que não é possível nem desejável que uma mesma pessoa se encarregue de suprir todas as demandas de uma família, por exemplo. Scruton conta uma historinha exemplar de seus avós: o avô, chegando a casa, deposita seu salário nas mãos da avó, que lhe devolve alguns trocados, o suficiente pra bebida do dia:

My grandfather’s gesture, as he laid down his wage packet on the kitchen table, was imbued with a peculiar grace: it was a recognition of my grandmother’s importance as a woman, of her right to his consideration and of her value as the mother of his children. Likewise, her waiting outside the pub until closing time, when he would be too unconscious to suffer the humiliation of it, before transporting him home in a wheelbarrow, was a gesture replete with feminine considerateness. It was her way of recognizing his inviolable sovereignty as a wage earner and a man.

Meu machismo é assim. E o seu?

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Fomos Enganados

Todo mundo sabe que os dois maiores embustes da literatura nacional chamam-se Clarice Lispector e João Guimarães Rosa. Sempre que surgem aquelas listinhas de ‘não li e não gostei’, fico tentado a citar o nome de ambos, mas fico só na tentação porque já li alguns livros deles. Especificamente falando da Lispector, li dois livros de contos — Laços de Família e A Legião Estrangeira — e uma novela, a última publicação dela, A Hora da Estrela, um dos piores livros que já li na vida. Há alguns bons contos nos dois primeiros, principalmente no Legião, mas ocorre que muita gente escreve bons contos e nós não temos tempo pra ler todos os livros do mundo. É preciso estabelecer prioridades. 

Meu objetivo com esse post é provar que a Lispector não merece ser lida lançando mão apenas de critérios completamente arbitrários e alheios a qualquer corrente histórica da chamada crítica literária. Não analisaremos enredos e personagens, estilo ou qualquer tipo de escolha estética, profundidade psicológica ou perspicácia filosófica, a possibilidade de epifanias ou transportes místicos. Tudo isso não ultrapassa a superfície do problema, e temo que as contribuições de um Matthew Arnold ou de um Otto Maria Carpeaux seriam de todo inúteis nesse caso. É necessário, antes de tudo, observar como ela segurava o cigarro, como ela cortava o cabelo, como cruzava as pernas numa poltrona, como se comportava na cozinha ou na cama etc.

Por isso fui procurar uma entrevista dela. Acima vai a primeira parte, de 5, de uma concedida ao Julio Lerner em 1977, poucos meses antes de ela morrer. Tentem aguentar o primeiro minuto inteiro, em que o apresentador fala um monte de maluquices: o tom surreal tende a continuar na própria entrevista. A primeira coisa a se observar é que, para Lispector, tudo é complicado, ou pelo menos é essa a impressão que ela quer passar. Sua produção literária era ‘intensa’, ‘caótica’ e ‘fora da realidade… da vida’. Podia até ser, mas isso não é algo que se diga numa entrevista, entendem? Logo depois: ‘sou tímida e ousada ao mesmo tempo’. Não lembra os nomes das publicações em que saíram seus primeiros contos. Não é uma escritora profissional. Silêncios prolongados. Quando escreve se comunica com o mais secreto de si mesma. Entendem?

O erro mais comum do Lispector-fanboy é tentar explicar o contexto e o sentido dessas declarações. Sem dúvida é possível encontrar um sentido pra maioria delas, até sem muita dificuldade. Mas o crucial é perceber que não há como suportar, muito menos ler, alguém que, numa entrevista, diz ser tímido e ousado ao mesmo tempo. Isso é trabalho para escritores de orelhas de livro ou resenhistas. Somos aqui forçados a tomar uma decisão importantíssima: ou ela veste essa carapuça de afetação apenas pra escrever e dar entrevistas, o que já seria em si ridículo, ou era assim sempre, o que nos leva a lamentar a sorte de seu marido. Não dá pra deixar de imaginar o sujeito pedindo algum favor mais libidinoso e obtendo como resposta um ‘sou ousada, mas ao mesmo tempo tímida’ ou um ‘agora não posso, estou entretida com um diálogo com a parte mais secreta de meu ser’.

A Lispector sofre do que gosto de chamar ‘síndrome de mulherzinha’, que corresponde, em linguagem popular, a uma frescura generalizada com laivos de sofisticação. Trata-se de um mal que ameaça a carreira literária de qualquer moça e que eventualmente destruiu a de muitas, como Virginia Woolf, Cecilia Meireles e, por pouco, Lygia Fagundes Telles, que no final das contas só escapou porque lia muito Edgar Poe e Dostoievski. Rachel de Queiroz foi a única que esteve sempre imune. Fomos enganados.

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As Feias

Seguindo o adágio popular, se me não engano russo, de que só se chega à felicidade através da bebida ou da polêmica, resolvi mostrar fotos de algumas mulheres que são geralmente consideradas bonitas mas que não o são.1. Angelina Jolie

Das mulheres que são geralmente consideradas bonitas, Jolie é certamente a mais feia. Não sei o que essa moça fez com os lábios, mas sempre penso numa bexiga murcha quando vejo. Reparem:

2. Cameron Diaz

Já a Diaz só é feia quase sempre. Ela estava bem n’O Máscara, seu melhor filme até hoje. Acho que daria pra explicar as recaídas pelo fato de ela lembrar um pouco a Jolie, ou por só fazer filme chato. Esses métodos arbitrários são infalíveis. Vejam:

3. Natalie Portman

Outra que só é feia quase sempre. O problema é que ela parece sempre estar enjoadinha demais. Não se trata daquele enjôo lúdico, semi-intencional e por isso mesmo charmoso, mas sim daquele que se agrava assim que você o percebe. Notem:

4. Scarlett Johansson

Brincadeirinha!

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Mulheres Modernas

A pedidos, faço uma versão contemporânea (no que concerne as imagens, é claro) do post de alguns dias atrás. Antecipo que não tenho a intenção de fazer deste blog uma sucursal do E Deus Criou a Mulher. Falta-me a intenção e, segundo me informam os mais despeitados, falta-me também o bom gosto necessário para tanto. Aos diabos! etc.

 


Samara Felippo

 


Naomi Watts

 


Rachel Weisz

 


Scarlett Johansson

 


Jennifer Connely

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Mulheres Antigas

Já há quem diga (não fui eu!) que as feministas deram uma contribuição significativa para que o mundo piorasse. Sou forçado a concordar. Decorridos alguns fatídicos anos, o homem perdeu apenas o chapéu, a bengala e algumas boas maneiras, enquanto que a mulher abandonou, com uma agressividade exemplar, o que poderíamos chamar feminilidade. Nos dias que correm o termo feminilidade não significa coisa alguma, ou, antes, significa veadagem, um atributo amorfo e oscilante, desprovido de qualquer sentido fora do campo da pilhéria. 

Essa situação já foi bem diferente. Digo isso sob a égide da autoridade de quem já viu um ou outro filme mais antigo. Exemplo: Joan Fontaine (terceira de cima pra baixo), no Rebecca de Hitchcock, não se constrange ao reservar para si algumas tarefas domicilares, nada obstante o exército de criados à disposição. Hoje isso seria encarado como sinal claro de submissão etc. e tal. Grace Kelly (última na mesma ordem), no Rear Window, também do Hitchcock, acha bastante natural cozinhar um jantar e levá-lo ao apartamento do noivo enfermo, que tampouco se espanta com a gentileza. Um folgado, diriam hoje. Explorando a coitada.

Não deixa de ser divertido observar a engenhosidade dos artifícios com que algumas poucas, nascidas na época errada, tentam mostrar que ainda são mulheres na acepção real, primeva e saudosa do termo. Todo cuidado é pouco: há toda sorte de patrulha feminista, politicamente correta etc. na espreita, esperando, sorrateiras, a primeira oportunidade para denunciar aos quatro ventos a insistência com que certas criaturas agem conforme sua própria natureza. Alas!, um dia elas desaparecerão.

As mulheres de hoje são muito independentes, dizem. Mas estão a perder a única liberdade que sempre tiveram: a de não ser independente.

P.S.: As outras duas são Anouk Aimée e Ingrid Bergman.

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Naomi

Mais irritante que as longuíssimas cenas do novo filme de Peter Jackson (a luta com os tiranossauros poderia ser tranquilamente reduzida à metade) é a insistente opacidade das vestimentas de Naomi Watts, mesmo após sucessivos mergulhos no mar da Skull Island. Ainda assim o filme consegue ser divertido.

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Quote of the day

"All differences of opinion are at bottom theological." Cardinal Manning (1808 - 1892)
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